domingo, 29 de março de 2015

Alunos do 1º TA, 2º TA, 2º TB e 3º TA do período noturno da E. E. Professor Narbal Fontes: seguem as orientações para o trabalho que vai determinar a sua média no primeiro bimestre, em Sociologia

Prezados alunos,

Até o dia 9 de abril de 2015, os estudantes do período noturno do Narbal deverão me entregar a atividade a seguir, cuja nota vai determinar a média de Sociologia no primeiro bimestre.

A atividade é composta por duas partes. A primeira parte constitui-se de um questionário com 4 perguntas, cujas respostas podem ser encontradas nas anotações que vocês fizeram no caderno em sala de aula e, também, no conteúdo que disponibilizei neste blog em 20/2/2015, sob o título "Estudantes da 1ª série do ensino médio! Conforme prometido, breve história da Sociologia no link abaixo". Basta clicar no link disponibilizado naquele post e acessar o Power Point onde você encontrará todas as respostas do questionário.


A segunda parte do trabalho será uma redação com, pelo menos, 20 linhas, em que você descreverá o que é senso comum e o que é olhar científico/sociológico, não se esquecendo de dar vários exemplos para ilustrar a sua reflexão.

Nesta semana, em sala de aula, explicarei novamente a atividade e tirarei todas as dúvidas que eventualmente vocês tiverem.


PARTE 1 - QUESTIONÁRIO

1) Descreva o contexto histórico, político, econômico e social em meio ao qual surgiu a Sociologia.

2) No século 19, os intelectuais que buscavam entender as transformações sociais de sua época assumiram não apenas o papel de analistas da realidade, mas defendiam a intervenção na realidade. Eram intelectuais ativistas, que se dividiram, fundamentalmente, em três perspectivas de pensamento. Quais eram essas perspectivas? Descreva cada uma delas e informe quem foram os principais pensadores de cada uma delas e o que defendiam.
3) Max Weber é considerado um dos três pensadores fundamentais da Sociologia (ao lado de Émile Durkheim e Karl Marx). Descreva alguns pontos que caracterizaram o seu pensamento.
4) No Brasil, a disciplina Sociologia fez parte do currículo do ensino médio em alguns momentos históricos. Em outros, foi sumariamente eliminada do currículo. Explique essas idas e vindas da Sociologia e por que, particularmente durante ditaduras, ela era eliminada do currículo.

PARTE 2 - REDAÇÃO
Escreva uma redação com, pelo menos, 20 linhas, explicando o que é senso comum e o que é olhar sociológico. Você deverá, também, dar exemplos de senso comum e refletir por que razão devemos evitar o senso comum quando realizamos análises sobre as coisas presentes na vida.

É isso. Boa semana a todos.



sexta-feira, 27 de março de 2015

PDF do Caderno do Aluno de Sociologia (volume 1) da rede estadual paulista, para as turmas de segunda série do ensino médio (manhã e tarde)


Atenção alunos do período diurno (manhã e tarde) das turmas Segunda Série A e Segunda Série B da E. E. Professor Narbal Fontes. Compartilho com vocês o PDF do Caderno do Aluno de Sociologia (volume 1), para que possam estudar para o provão.

Sobre o tema desigualdade socioeconômica, é importante que vocês analisem, novamente e com atenção, as tabelas das páginas 13, 14 e 15. Releiam, ainda, os textos das páginas 18 e 19, a respeito dos quais refletimos em sala de aula.

Sobre o tema imigração/migração, vejam, também, os textos das páginas 25, 26, 27, 28 e 29, além das anotações do caderno.

Lembrem-se de estudar, igualmente, os outros temas sobre os quais conversamos em sala de aula (diversidade regional e cultural; a noção sociológica de estrangeiro).


PDF Caderno do Aluno Sociologia 2EM vol.1

segunda-feira, 16 de março de 2015

Martin Luther King, Malcolm X e os "Panteras Negras": três formas de luta pela extensão dos direitos civis aos negros nos EUA


O link abaixo, da revista Mundo Estranho, da Editora Abril, sintetiza as três formas de luta que se tornaram hegemônicas na década de 1960, nos EUA, com o objetivo de estender os direitos civis à população negra.

O pastor Martin Luther King defendia mobilizações pacíficas e boicotes, por exemplo, como formas mais adequadas para a busca da igualdade entre brancos e negros.

O líder muçulmano Malcolm X admitia ações violentas como formas de defesa da população negra. No entanto, não operava sob a lógica da igualdade. Defendia a supremacia negra e o separatismo.

Por fim, os "Panteras Negras" desejavam a luta armada como forma de proteger os negros da violência policial. Reivindicavam, também, o pagamento de indenizações a famílias negras, por causa da escravidão, e a libertação imediata de todos os negros que se encontravam cumprindo penas no sistema prisional norte-americano.

Cinquenta anos depois, o legado pacifista e politicamente mais sofisticado de Martin Luther King parece ser o mais duradouro. Os "Panteras Negras" foram diligentemente perseguidos pelo FBI e a Justiça dos EUA, definharam e extinguiram-se no início da década de 1980. E pouco se fala de Malcolm X, ainda mais por ele ter sido seguidor do islã, em um país que, desde o final da década de 1970, após a Revolução Islâmica ocorrida no Irã, vem tendo sucessivos embates diplomáticos, políticos e militares no Oriente Médio.

Segue o link para leitura:

http://mundoestranho.abril.com.br/materia/quem-foram-os-panteras-negras

segunda-feira, 2 de março de 2015

Roteiro de entrevista com imigrante/migrante, para os alunos da segunda série do ensino médio

Como desdobramento natural do trabalho pedido anteriormente aos alunos da segunda série do ensino médio, que abordou a temática da diversidade cultural e regional brasileira, solicitei aos estudantes um novo trabalho: uma entrevista com um migrante ou imigrante, preferencialmente (mas não obrigatoriamente) da família. A vantagem de entrevistar alguém da família é que você pode selecionar alguém com quem tenha mais intimidade, uma pessoa que provavelmente ficará mais à vontade para falar detalhadamente sobre o próprio processo de migração/imigração.

E por que o tema "imigrantes/migrantes"? Conforme temos debatido em sala de aula, o imigrante e o migrante contribuem imensamente para aumentar a diversidade cultural em nosso país, especialmente em uma cidade como São Paulo, que tem atraído milhões de pessoas de outras nações e regiões do Brasil desde o final do século 19.

Para realizar a entrevista, você deve usar como base o roteiro presente no caderno do aluno (apostila), nas páginas 22, 23 e 24. São sete questões ao todo:

1) Como se deu a imigração/migração da sua família?

2) O que você sabia da cidade/Estado/país de destino?

3) Há quanto tempo está no lugar (bairro, cidade, país)?

4) Sentiu-se um estrangeiro, uma pessoa de fora, ao chegar? Que situações mais o fizeram se sentir um estrangeiro, uma pessoa de fora?

4b) Ainda se sente um estrangeiro?

5) Já pôde voltar ao seu local de origem, mesmo que apenas de férias? Como foi a sua volta?

6) Já sentiu vontade de voltar definitivamente ao seu local de origem? Se sim, por que resolveu permanecer aqui?

7) Se voltou definitivamente ao local de origem, por que voltou?

Além das sete questões acima, você pode incluir quantas quiser, desde que estejam relacionadas com os assuntos abordados em sala de aula. Deixe a sua criatividade correr solta. Às vezes, uma resposta do entrevistado pode despertar no entrevistador várias outras perguntas.

Alguns exemplos de perguntas que você também poderá fazer:

8) Foi vítima de alguma discriminação ou preconceito quando chegou? Ainda é? Em que situações isso ocorreu ou ainda ocorre?

9) Quais foram as suas maiores dificuldades de adaptação ao novo lugar?

10) Quando chegou aqui, estabeleceu-se sozinho ou procurou morar perto de outros conterrâneos que já haviam chegado aqui antes, para facilitar o processo de adaptação?

11) Quando retornou ao seu local de origem, mesmo que seja apenas de férias, sentiu-se um estrangeiro também lá? Sua readaptação foi fácil?

12) Que hábitos você continua mantendo do seu local de origem e que hábitos daqui você incorporou, desde que chegou?

Enfim, como eu disse, são as próprias respostas do entrevistado que dão pistas para novas perguntas.

Se tiver a possibilidade, grave a entrevista e depois a transcreva para o papel, para não perder nenhum detalhe das respostas do entrevistado.

Bom trabalho!


terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Fragmentos do discurso de Martin Luther King, para os alunos da terceira série do ensino médio

No primeiro bimestre da terceira série do ensino médio, na disciplina Sociologia, estamos estudando desde o início do ano letivo os direitos civis, políticos, sociais e humanos, que estruturam a cidadania moderna.

Em 28 de agosto de 1963, o pastor batista Martin Luther King (1929-1968), líder do movimento que reivindicava a extensão dos direitos civis aos negros norte-americanos, reuniu 250 mil pessoas em uma marcha realizada em Washington. Popularmente conhecido como "Eu tenho um sonho", o discurso proferido na ocasião por ele até hoje é lembrado por ser uma das peças mais contundentes em defesa da igualdade e contra a discriminação racial.

Conforme combinamos em sala de aula, cada aluno terá de elaborar um texto com, no mínimo, 30 linhas, articulando o discurso de Martin Luther King com os conteúdos trabalhados em sala de aula sobre a cidadania moderna e seus direitos fundamentais (civis, políticos, sociais e humanos). Reflita, também, em seu texto, sobre a realidade atual brasileira. Que tipos de direitos são garantidos em sua plenitude, no Brasil, e em quais grupos de direitos ainda temos muito a avançar? Em nosso país, todos têm plena igualdade de acesso à cidadania? Há grupos marginalizados? Quais? Procure sempre fundamentar a sua resposta com argumentos e exemplos.

No dia 4 de abril de 1968, Martin Luther King foi assassinado por um segregacionista (indivíduo favorável à continuidade da segregação dos negros na sociedade norte-americana), na cidade de Memphis, antes de mais uma marcha que conduziria em defesa dos direitos civis e contra a discriminação racial.

A seguir, os fragmentos de seu discurso antológico: 

“[...] Há cem anos, um grande americano, sob cuja simbólica sombra nos encontramos, assinou a Proclamação da Emancipação. Esse decreto fundamental foi como um grande raio de luz de esperança para milhões de escravos negros que tinham sido marcados a ferro nas chamas de uma vergonhosa injustiça. Veio como uma aurora feliz para pôr fim à longa noite de cativeiro. Mas, cem anos mais tarde, devemos encarar a trágica realidade de que o negro ainda não é livre. Cem anos mais tarde, a vida do negro está ainda infelizmente dilacerada pelas algemas da segregação e pelas correntes da discriminação. Cem anos mais tarde, o negro ainda vive numa ilha isolada de pobreza no meio de um vasto oceano de prosperidade material. Cem anos mais tarde, o negro ainda definha nas margens da sociedade americana estando exilado em sua própria terra. Por isso, encontramo-nos aqui hoje para dramatizar essa terrível condição.

De certo modo, viemos à capital do nosso país para descontar um cheque. Quando os arquitetos da nossa república escreveram as magníficas palavras da Constituição e a Declaração da Independência, eles estavam a assinar uma nota promissória da qual todo americano seria herdeiro. Essa nota foi uma promessa de que todos os homens teriam garantia aos direitos inalienáveis de “vida, liberdade e à procura de felicidade”.

É óbvio que a América de hoje ainda não pagou essa nota promissória no que concerne aos seus cidadãos de cor. Em vez de honrar esse compromisso sagrado, a América entregou ao povo negro um cheque inválido devolvido com a seguinte inscrição: “Saldo insuficiente”.

Porém recusamo-nos a acreditar que o banco da justiça abriu falência. Recusamo-nos a acreditar que não haja dinheiro suficiente nos grandes cofres de oportunidade desse país. Então viemos para descontar esse cheque, um cheque que nos dará à vista as riquezas da liberdade e a segurança da justiça.

[...] Agora é tempo de tornar reais as promessas da democracia. Agora é hora de sair do vale escuro e desolado da segregação para o caminho iluminado da justiça racial. Agora é hora de retirar a nossa nação das areias movediças da injustiça racial para a sólida rocha da fraternidade. Agora é hora de transformar a justiça em realidade para todos os filhos de Deus.

Seria fatal para a nação não levar a sério a urgência desse momento. Esse verão sufocante da insatisfação legítima do negro não passará até que chegue o revigorante outono da liberdade e igualdade. Mil novecentos e sessenta e três não é um fim, mas um começo. E aqueles que creem que o negro só precisava desabafar e que agora ficará sossegado, acordarão sobressaltados se o país voltar ao ritmo normal.

Não haverá nem descanso nem tranquilidade na América até o negro adquirir seus direitos como cidadão. Os turbilhões da revolta continuarão a sacudir os alicerces do nosso país até que o resplandecente dia da justiça desponte [...].

[...] Há quem pergunte aos defensores dos direitos civis: “Quando é que ficarão satisfeitos?” Não estaremos satisfeitos enquanto o negro for vítima dos indescritíveis horrores da brutalidade policial. Jamais poderemos estar satisfeitos enquanto os nossos corpos, cansados com as fadigas da viagem, não conseguirem ter acesso aos hotéis de beira de estrada e das cidades. Não poderemos estar satisfeitos enquanto a mobilidade básica do negro for passar de um gueto pequeno para um maior. Não podemos estar satisfeitos enquanto nossas crianças forem destituídas de sua individualidade e privadas de sua dignidade por placas onde se lê “somente para brancos”. Não poderemos estar satisfeitos enquanto um negro no Mississippi não puder votar e um negro em Nova Iorque achar que não há nada pelo qual valha a pena votar. Não, não, não estamos satisfeitos e só estaremos satisfeitos quando “a justiça correr como a água e a retidão como uma poderosa corrente” [...].

Digo-lhes hoje, meus amigos, que, apesar das dificuldades e frustrações do momento, eu ainda tenho um sonho. É um sonho profundamente enraizado no sonho americano.

Eu tenho um sonho que um dia essa nação levantar-se-á e viverá o verdadeiro significado da sua crença: “Consideramos essas verdades como auto-evidentes que todos os homens são criados iguais.”

Eu tenho um sonho que um dia, nas montanhas rubras da Geórgia, os filhos dos descendentes de escravos e os filhos dos descendentes de donos de escravos poderão sentar-se juntos à mesa da fraternidade.

Eu tenho um sonho que um dia mesmo o estado do Mississippi, um estado desértico sufocado pelo calor da injustiça, e sufocado pelo calor da opressão, será transformado num oásis de liberdade e justiça.

Eu tenho um sonho que meus quatro pequenos filhos um dia viverão em uma nação onde não serão julgados pela cor da pele, mas pelo conteúdo do seu caráter. Eu tenho um sonho hoje.

Eu tenho um sonho que um dia o estado do Alabama, com seus racistas cruéis, cujo governador cospe palavras de “interposição” e “anulação”, um dia bem lá no Alabama meninos negros e meninas negras possam dar-se as mãos com meninos brancos e meninas brancas, como irmãs e irmãos. Eu tenho um sonho hoje [...].

E quando isso acontecer, quando permitirmos que a liberdade ressoe, quando a deixarmos ressoar de cada vila e cada lugar, de cada estado e cada cidade, seremos capazes de fazer chegar mais rápido o dia em que todos os filhos de Deus, negros e brancos, judeus e gentios (não-judeus), protestantes e católicos, poderão dar-se as mãos e cantar as palavras da antiga canção espiritual negra: “Finalmente livres! Finalmente livres! Graças a Deus Todo Poderoso, somos livres, finalmente.”

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Estudantes da 1ª série do ensino médio! Conforme prometido, breve história da Sociologia no link abaixo

Cliquem no link a seguir e acessem uma apresentação sobre o contexto histórico de surgimento da Sociologia e uma breve história desta ciência do seu nascimento até os dias de hoje, conteúdos que temos trabalhado em sala de aula, nas turmas de 1ªs séries do ensino médio, desde o início do ano letivo. 

sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Resultado da Fuvest 2015 sai hoje; conheça a lista de livros para a Fuvest 2016

Será divulgado hoje (30 de janeiro) o resultado da Fuvest 2015, vestibular que dá acesso aos cursos da Universidade de São Paulo (USP). Vocês poderão conferir a lista com os aprovados por meio do site www.fuvest.com.br. Figas, muitas figas!

Quem cursará a terceira série do ensino médio neste ano de 2015 é bom começar a se organizar desde já para a Fuvest 2016. A instituição divulgou recentemente os livros que serão cobrados no vestibular que acontecerá no final do ano, em calendário ainda a ser definido. As obras são as seguintes:

- "Viagens na minha terra", de Almeida Garrett;

- "Til", de José de Alencar;

- "Memórias de um sargento de milícias", de Manuel Antônio de Almeida;

- "Memórias póstumas de Brás Cubas", de Machado de Assis;

- "O cortiço", de Aluísio Azevedo;

- "A cidade e as serras", de Eça de Queirós;

- "Vidas secas", de Graciliano Ramos;

- "Capitães da areia", de Jorge Amado;

- "Sentimento do mundo", de Carlos Drummond de Andrade.


A leitura das nove obras exige dedicação e disciplina, mas é perfeitamente possível (asseguro a vocês que será uma jornada extremamente saborosa). Programem-se para ler um livro por mês, desde já. Ao planejar a organização do seu tempo será perfeitamente possível ser bem-sucedido no vestibular da universidade mais importante da América Latina. Bom trabalho e boa sorte!



sábado, 13 de dezembro de 2014

Objetivo abre concurso para bolsa em cursinho pré-vestibular

O cursinho pré-vestibular Objetivo abriu concurso para bolsas de estudo em 2015. A prova acontecerá na quarta-feira 17 de dezembro.

Uma boa oportunidade para os alunos que cursarão a terceira série do ensino médio no próximo ano ou que acabaram de concluir o ensino médio, mas não tiveram um bom desempenho no Enem e na Fuvest e pretendem dedicar 2015 aos estudos para ingressar em um uma universidade de prestígio no próximo ano.

Informações adicionais no endereço abaixo.

http://www1.folha.uol.com.br/educacao/2014/12/1561687-objetivo-abre-concurso-de-bolsas-para-cursinho-prova-sera-na-quarta.shtml

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

E o Enem chegou. Algumas dicas finais

Pessoal, neste final de semana, nos dias 8 e 9 de novembro, acontece o Enem. Hora de colocar em ação todo o conhecimento que vocês acumularam ao longo da educação básica.

Concentração e controle do tempo, além do domínio dos conteúdos cobrados, evidentemente, serão fundamentais para que sejam bem-sucedidos neste desafio.

Mais uma vez, não custa lembrar, o planejamento pré-prova também faz parte da prova. Sendo assim, você deve saber antecipadamente onde vai fazer o Enem, como chegar ao local, que documentos levar, a cor da caneta que poderá ser usada, que roupa usará para permanecer no local, durante horas, sentindo-se confortável, etc. No próximo domingo, há GP de Fórmula 1 em São Paulo e a CET fará algumas alterações no trânsito, o que poderá deixá-lo sobrecarregado em alguns lugares. Atenção para isso.

Também cheguem para a prova sabendo como dividirão o tempo disponível. Quantos minutos dedicarão à redação, a cada questão de múltipla escolha e quanto tempo reservarão para passar as respostas finais no gabarito, por exemplo.

Como comentei com vocês em sala de aula, não quero ver ninguém aos prantos, sendo entrevistado por repórter televisivo, porque deu com o nariz no portão por ter chegado atrasado. Nem pensar em dar uma mancada dessas, rsrs.

Ah, e não vou falar para vocês ficarem tranquilos. Uma certa tensão antes da prova, na minha opinião, é até positiva. Ajuda a manter o foco e a concentração no desafio que vocês terão pela frente. Excesso de nervosismo é prejudicial, porque paralisa a pessoa e ela não consegue desempenhar as atividades que são esperadas. Mas excesso de tranquilidade pode significar indiferença, falta de concentração, falta de comprometimento. Então, meus caros, procurem manter a tensão na medida certa, se é que isso é possível...

No link a seguir, o G1 publicou algumas dicas importantes para quem participará do Enem.

Boa sorte a todos e, como disse o garotinho que ficou famoso na internet, "taca-le pau!".

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Saiba quem Russomanno e Tiririca ajudaram a eleger nas eleições 2014

No terceiro bimestre, nas aulas sobre Estado e democracia (trabalhadas nas turmas da terceira série do ensino médio), vimos que no Brasil as eleições para deputados federais, deputados estaduais e vereadores são proporcionais, o que significa dizer que os partidos terão representação no parlamento proporcional à votação que obtiveram nas urnas.

Vimos também que, para saber o número exato de cadeiras que cada partido ocupará na Câmara Federal, por exemplo, é preciso primeiramente calcular o quociente eleitoral (total de votos válidos no Estado dividido pelo total de vagas a que o Estado tem direito na Câmara) e, em seguida, o quociente partidário (total de votos do partido no Estado dividido pelo quociente eleitoral).

Na eleição de 2014, o quociente eleitoral no Estado de São Paulo foi de quase 305.000 votos, resultado da divisão do total de votos válidos no Estado (aproximadamente 21,3 milhões) pelo total de representantes a que São Paulo tem direito na Câmara Federal (70). Sendo assim, apenas os candidatos com votação superior a 305 mil votos elegeram-se diretamente para a Câmara.

O que nem todo eleitor sabe, mas os alunos das turmas da terceira série do ensino médio do Narbal aprenderam, é que o voto no candidato a deputado também é, secundariamente, um voto no partido, porque todo candidato precisa ser filiado a um partido para concorrer (nossa legislação eleitoral não admite candidaturas independentes). Dessa forma, um candidato mal votado pode ser eleito se o seu partido, no conjunto, obtiver uma votação bastante superior ao quociente eleitoral. O inverso também pode acontecer: um candidato que chegou perto do quociente eleitoral ficar de fora porque a sua legenda não alcançou votação superior ao índice.

Imaginemos que um partido hipotético, o “Partido Y”, tivesse disputado as eleições de 2014 e obtido 3.050.000 votos no Estado. Dividindo esta quantidade de votos pelo quociente eleitoral que vimos anteriormente, 305 mil votos, chegaríamos ao resultado de 10. Sendo assim, o “Partido Y” elegeria 10 deputados federais, por São Paulo, à Câmara Federal. E como são definidos estes 10 nomes? São eleitos, pela ordem, os 10 candidatos mais votados do partido, mesmo que, por exemplo, 5 desses nomes não tenham alcançado o quociente eleitoral.

Conforme já dito, é possível, ainda, que um candidato seja eleito com 50 mil votos (se o total de votos do seu partido superar expressivamente o quociente eleitoral) e outro candidato, de um partido diferente, que tenha recebido 250 mil votos não seja eleito, porque o total de votos do partido deste último candidato não alcançou o quociente eleitoral. Logo, este último partido ficaria sem representantes na Câmara.

Nas eleições de 2010, o candidato Tiririca, então o mais votado no Estado de São Paulo, levou, com seus 1,3 milhão de votos, mais três candidatos de seu partido para a Câmara, incluindo o ficha-suja Valdemar Costa Neto, que mais tarde acabou sendo condenado à prisão por causa do escândalo do “mensalão”. O que, na visão de muitos eleitores, era um voto de protesto contra a velha política acabou ajudando a eleger um representante da velhíssima política. Um tiro que saiu pela culatra.

Nas eleições de 2014, os candidatos Celso Russomanno e, novamente, Tiririca foram os campeões de votos no Estado. A expressiva votação de Russomanno, do PRB, foi suficiente para eleger mais quatro nomes de seu partido em São Paulo, entre eles o cantor sertanejo Sérgio Reis, que recebeu apenas 45 mil votos (bem abaixo do quociente eleitoral). Já Tiririca ajudou a eleger dois nomes, um a menos que em 2010.

Por meio de uma reportagem do G1, acessível a partir do endereço a seguir, você ficará sabendo quem Russomanno e Tiririca ajudaram a eleger em 2014. Por serem, respectivamente, do PRB e PR, partidos do campo conservador, os deputados eleitos têm em comum, de forma geral, posturas duras contra o aborto, as drogas e o casamento gay, além de defenderem políticas mais agressivas na área de segurança pública.


Usar personalidades conhecidas do eleitorado é uma estratégia dos partidos para obter votações expressivas e, assim, eleger grandes bancadas. Por isso, temos muitos candidatos, nas eleições proporcionais, vindos dos meios artístico, televisivo, esportivo. São iscas usadas para atrair os votos do eleitor.