segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Orientações para os trabalhos que deverão ser entregues em setembro pelos alunos do ensino médio do Rômulo Pero

1ª série do ensino médio

"O que é cultura?" Pesquise sobre o tema e desenvolva um texto com, no mínimo, 40 linhas, no qual você deverá explicar o que é cultura e utilizar exemplos para ilustrar a sua dissertação.

Datas de entrega: 1ºA (8/9) e 1ºB (23/9)

Importante: o trabalho deve ser, obrigatoriamente, manuscrito (não pode ser digitado), mas não precisa seguir as normas da ABNT.


2ª série do ensino médio

O que são "fordismo" e "toyotismo"? Pesquise sobre os dois sistemas de organização da produção industrial e desenvolva uma dissertação com, no mínimo, 40 linhas.

Datas de entrega: 2ºA (22/9), 2ºB (22/9) e 2ºC (23/9)

Importante: o trabalho deve ser, obrigatoriamente, manuscrito (não pode ser digitado), mas não precisa seguir as normas da ABNT.

3ª série do ensino médio

Desenvolva uma dissertação com, no mínimo, 40 linhas, na qual você deverá explicar as regras eleitorais de uma das seguintes democracias contemporâneas: Estados Unidos, Inglaterra, França OU Alemanha. Observe que você deverá escolher apenas UM dos países indicados. Em sua dissertação, diga se o país é república ou monarquia, se adota sistema presidencialista, parlamentarista ou semipresidencialista e como funcionam as suas regras eleitorais.

Datas de entrega: 3ºA (9/9) e 3ºB (9/9). Atenção alunos do 3ºA, o calendário divulgado aos alunos anteriormente pela escola contém um erro. Vocês deverão entregar o trabalho de Sociologia em 9/9 e não em 10/9, conforme informado pela coordenação.

Importante: o trabalho deve ser, obrigatoriamente, manuscrito (não pode ser digitado), mas não precisa seguir as normas da ABNT.

Textos sobre etnocentrismo e relativismo cultural para os alunos do 1ºA e 1ºB do período diurno do Narbal

A partir deste ponto, no terceiro bimestre, começaremos a refletir sobre ideias e conceitos muito importantes nas Ciências Sociais: diversidade cultural, etnocentrismo, relativismo cultural e alteridade.

Sendo assim, disponibilizo a vocês dois links. Clicando no primeiro link, vocês encontram um texto acadêmico escrito em linguagem simples com reflexões sobre etnocentrismo e relativismo cultural.

Clicando no segundo link, vocês terão a oportunidade de ler uma reportagem e assistir a um vídeo, ambos publicados em maio de 2015, no site da Folha de S.Paulo, em que muçulmanos contam como é seguir o islã no Brasil.





quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Alunos do 1º TM B do Narbal (período noturno)! Segue o link com o Power Point sobre a parte introdutória do curso e as orientações para a primeira atividade valendo nota

Até o dia 17 de setembro de 2015, os estudantes do 1º TM B, período noturno, do Narbal, deverão me entregar a atividade a seguir, a primeira valendo nota deste bimestre.

A atividade é composta por duas partes. A primeira parte constitui-se de um questionário com 4 perguntas, cujas respostas podem ser encontradas nas anotações que vocês fizeram no caderno em sala de aula e, também, no conteúdo que você pode acessar clicando no link disponível ao final deste post.

A segunda parte do trabalho será uma redação com, pelo menos, 20 linhas, em que você descreverá o que é senso comum e o que é olhar científico/sociológico, não se esquecendo de dar vários exemplos para ilustrar a sua reflexão.

Nesta semana, em sala de aula, explicarei novamente a atividade e tirarei todas as dúvidas que eventualmente vocês tiverem.


PARTE 1 - QUESTIONÁRIO

1) Descreva o contexto histórico, político, econômico e social em meio ao qual surgiu a Sociologia.

2) No século 19, os intelectuais que buscavam entender as transformações sociais de sua época assumiram não apenas o papel de analistas da realidade, mas defendiam a intervenção na realidade. Eram intelectuais ativistas, que se dividiram, fundamentalmente, em três perspectivas de pensamento. Quais eram essas perspectivas? Descreva cada uma delas e informe quem foram os principais pensadores de cada uma delas e o que defendiam.
3) Max Weber é considerado um dos três pensadores fundamentais da Sociologia (ao lado de Émile Durkheim e Karl Marx). Descreva alguns pontos que caracterizaram o seu pensamento.
4) No Brasil, a disciplina Sociologia fez parte do currículo do ensino médio em alguns momentos históricos. Em outros, foi sumariamente eliminada do currículo. Explique essas idas e vindas da Sociologia e por que, particularmente durante ditaduras, ela era eliminada do currículo.

PARTE 2 - REDAÇÃO
Escreva uma redação com, pelo menos, 20 linhas, explicando o que é senso comum e o que é olhar sociológico. Você deverá, também, dar exemplos de senso comum e refletir por que razão devemos evitar o senso comum quando realizamos análises sobre as coisas presentes na vida.

É isso. Boa semana a todos.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Atenção alunos do 3º TM B e 3º TM C, período noturno, do Narbal Fontes! Fragmentos do discurso de Martin Luther King e orientações para atividade

Na disciplina Sociologia, estamos estudando os direitos civis, políticos, sociais e humanos, que estruturam a cidadania moderna.

Em 28 de agosto de 1963, o pastor batista Martin Luther King (1929-1968), líder do movimento que reivindicava a extensão dos direitos civis aos negros norte-americanos, reuniu 250 mil pessoas em uma marcha realizada em Washington. Popularmente conhecido como "Eu tenho um sonho", o discurso proferido na ocasião por ele até hoje é lembrado por ser uma das peças mais contundentes em defesa da igualdade e contra a discriminação racial.

Conforme combinamos, cada aluno terá de elaborar um texto com, no mínimo, 40 linhas, articulando o discurso de Martin Luther King com os conteúdos trabalhados em sala de aula sobre a cidadania moderna e seus direitos fundamentais (civis, políticos, sociais e humanos). Reflita, também, em seu texto, sobre a realidade atual brasileira. Que tipos de direitos são garantidos em sua plenitude, no Brasil, e em quais grupos de direitos ainda temos muito a avançar? Em nosso país, todos têm plena igualdade de acesso à cidadania? Há grupos marginalizados? Quais? Procure sempre fundamentar a sua resposta com argumentos e exemplos.

No dia 4 de abril de 1968, Martin Luther King foi assassinado por um segregacionista (indivíduo favorável à continuidade da segregação dos negros na sociedade norte-americana), na cidade de Memphis, antes de mais uma marcha que conduziria em defesa dos direitos civis e contra a discriminação racial.

A seguir, os fragmentos de seu discurso antológico: 

“[...] Há cem anos, um grande americano, sob cuja simbólica sombra nos encontramos, assinou a Proclamação da Emancipação. Esse decreto fundamental foi como um grande raio de luz de esperança para milhões de escravos negros que tinham sido marcados a ferro nas chamas de uma vergonhosa injustiça. Veio como uma aurora feliz para pôr fim à longa noite de cativeiro. Mas, cem anos mais tarde, devemos encarar a trágica realidade de que o negro ainda não é livre. Cem anos mais tarde, a vida do negro está ainda infelizmente dilacerada pelas algemas da segregação e pelas correntes da discriminação. Cem anos mais tarde, o negro ainda vive numa ilha isolada de pobreza no meio de um vasto oceano de prosperidade material. Cem anos mais tarde, o negro ainda definha nas margens da sociedade americana estando exilado em sua própria terra. Por isso, encontramo-nos aqui hoje para dramatizar essa terrível condição.

De certo modo, viemos à capital do nosso país para descontar um cheque. Quando os arquitetos da nossa república escreveram as magníficas palavras da Constituição e a Declaração da Independência, eles estavam a assinar uma nota promissória da qual todo americano seria herdeiro. Essa nota foi uma promessa de que todos os homens teriam garantia aos direitos inalienáveis de “vida, liberdade e à procura de felicidade”.

É óbvio que a América de hoje ainda não pagou essa nota promissória no que concerne aos seus cidadãos de cor. Em vez de honrar esse compromisso sagrado, a América entregou ao povo negro um cheque inválido devolvido com a seguinte inscrição: “Saldo insuficiente”.

Porém recusamo-nos a acreditar que o banco da justiça abriu falência. Recusamo-nos a acreditar que não haja dinheiro suficiente nos grandes cofres de oportunidade desse país. Então viemos para descontar esse cheque, um cheque que nos dará à vista as riquezas da liberdade e a segurança da justiça.

[...] Agora é tempo de tornar reais as promessas da democracia. Agora é hora de sair do vale escuro e desolado da segregação para o caminho iluminado da justiça racial. Agora é hora de retirar a nossa nação das areias movediças da injustiça racial para a sólida rocha da fraternidade. Agora é hora de transformar a justiça em realidade para todos os filhos de Deus.

Seria fatal para a nação não levar a sério a urgência desse momento. Esse verão sufocante da insatisfação legítima do negro não passará até que chegue o revigorante outono da liberdade e igualdade. Mil novecentos e sessenta e três não é um fim, mas um começo. E aqueles que creem que o negro só precisava desabafar e que agora ficará sossegado, acordarão sobressaltados se o país voltar ao ritmo normal.

Não haverá nem descanso nem tranquilidade na América até o negro adquirir seus direitos como cidadão. Os turbilhões da revolta continuarão a sacudir os alicerces do nosso país até que o resplandecente dia da justiça desponte [...].

[...] Há quem pergunte aos defensores dos direitos civis: “Quando é que ficarão satisfeitos?” Não estaremos satisfeitos enquanto o negro for vítima dos indescritíveis horrores da brutalidade policial. Jamais poderemos estar satisfeitos enquanto os nossos corpos, cansados com as fadigas da viagem, não conseguirem ter acesso aos hotéis de beira de estrada e das cidades. Não poderemos estar satisfeitos enquanto a mobilidade básica do negro for passar de um gueto pequeno para um maior. Não podemos estar satisfeitos enquanto nossas crianças forem destituídas de sua individualidade e privadas de sua dignidade por placas onde se lê “somente para brancos”. Não poderemos estar satisfeitos enquanto um negro no Mississippi não puder votar e um negro em Nova Iorque achar que não há nada pelo qual valha a pena votar. Não, não, não estamos satisfeitos e só estaremos satisfeitos quando “a justiça correr como a água e a retidão como uma poderosa corrente” [...].

Digo-lhes hoje, meus amigos, que, apesar das dificuldades e frustrações do momento, eu ainda tenho um sonho. É um sonho profundamente enraizado no sonho americano.

Eu tenho um sonho que um dia essa nação levantar-se-á e viverá o verdadeiro significado da sua crença: “Consideramos essas verdades como auto-evidentes que todos os homens são criados iguais.”

Eu tenho um sonho que um dia, nas montanhas rubras da Geórgia, os filhos dos descendentes de escravos e os filhos dos descendentes de donos de escravos poderão sentar-se juntos à mesa da fraternidade.

Eu tenho um sonho que um dia mesmo o estado do Mississippi, um estado desértico sufocado pelo calor da injustiça, e sufocado pelo calor da opressão, será transformado num oásis de liberdade e justiça.

Eu tenho um sonho que meus quatro pequenos filhos um dia viverão em uma nação onde não serão julgados pela cor da pele, mas pelo conteúdo do seu caráter. Eu tenho um sonho hoje.

Eu tenho um sonho que um dia o estado do Alabama, com seus racistas cruéis, cujo governador cospe palavras de “interposição” e “anulação”, um dia bem lá no Alabama meninos negros e meninas negras possam dar-se as mãos com meninos brancos e meninas brancas, como irmãs e irmãos. Eu tenho um sonho hoje [...].

E quando isso acontecer, quando permitirmos que a liberdade ressoe, quando a deixarmos ressoar de cada vila e cada lugar, de cada estado e cada cidade, seremos capazes de fazer chegar mais rápido o dia em que todos os filhos de Deus, negros e brancos, judeus e gentios (não-judeus), protestantes e católicos, poderão dar-se as mãos e cantar as palavras da antiga canção espiritual negra: “Finalmente livres! Finalmente livres! Graças a Deus Todo Poderoso, somos livres, finalmente.”

sábado, 8 de agosto de 2015

Atenção alunos da segunda série do ensino médio do Narbal Fontes e do Rômulo Pero! Conteúdo em Power Point sobre o tema "trabalho"


No link abaixo, disponibilizo o conteúdo que tenho desenvolvido com vocês em sala de aula sobre o tema "trabalho". O que é, origem do termo, como a percepção sobre o trabalho modificou-se ao longo da história (sociedades tradicionais, Antiguidade, Idade Média, Modernidade).

Para os alunos das turmas da segunda série do ensino médio do Rômulo, que farão a prova de Sociologia na próxima semana, além do Power Point abaixo, vocês deverão estudar as anotações feitas em sala de aula no caderno e ler os dois artigos indicados para a realização do trabalho que foi pedido para o mês de agosto, ambos de autoria do sociólogo Ricardo Antunes. Os links com os dois artigos estão presentes no post anterior.

Bons estudos e boa prova.

https://www.dropbox.com/s/butuuj0bnyj0fkp/Trabalho%20-%20Aula%202%20e.m..pdf?dl=0

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Atenção: orientações para os trabalhos de Sociologia que deverão ser entregues em agosto pelos alunos do Rômulo Pero

Alunos do ensino médio do Rômulo Pero, seguem as orientações para os trabalhos que vocês deverão produzir, individualmente, para entrega no mês de agosto, referentes ao componente curricular Sociologia. As orientações estão divididas por série. 


1ª série do ensino médio

O tema a ser trabalhado no 3º bimestre, segundo a proposta curricular do Estado de São Paulo, é “Cultura: unidade e diferença”.

Sendo assim, para que o aluno já comece a se inteirar sobre o tema, a produção a ser entregue em agosto será constituída de duas etapas:

1) Leitura de um texto acadêmico com reflexões sobre o que é relativismo cultural e etnocentrismo (escrito em linguagem simples) e de uma reportagem publicada em maio de 2015, no site da Folha de S.Paulo, em que muçulmanos contam como é seguir o islã no Brasil.



2) Após a leitura, o estudante deverá elaborar, individualmente, conforme as normas da ABNT, uma resenha crítica com, pelo menos, 5 páginas de desenvolvimento (sem considerar capa, introdução e conclusão), relacionando os dois textos indicados acima. A resenha crítica não é apenas um resumo, é um resumo analítico. Além de apontar os principais pontos apresentados nos textos lidos, o aluno deverá apresentar uma análise própria sobre eles.


2ª série do ensino médio

O tema a ser trabalhado no 3º bimestre, segundo a proposta curricular do Estado de São Paulo, é “Trabalho”.

Sendo assim, para que o aluno já comece a se inteirar sobre o tema, a produção a ser entregue em agosto será constituída de duas etapas:

1) Leitura de dois artigos do sociólogo Ricardo Antunes, professor da Unicamp, e um dos pesquisadores mais renomados na área da Sociologia do Trabalho no país. Embora as duas produções sejam acadêmicas, Antunes escreve com linguagem clara, objetiva, acessível, parecida com a jornalística. O primeiro artigo é bastante curto, não chega a 5 páginas completas, na versão em PDF. Os links dos dois artigos seguem abaixo:

“A crise, o desemprego e alguns desafios atuais” (2010)

“Desenhando a nova morfologia do trabalho no Brasil” (2014)

2) Após a leitura, o estudante deverá elaborar, individualmente, conforme as normas da ABNT, uma resenha crítica com, pelo menos, 5 páginas de desenvolvimento (sem considerar capa, introdução e conclusão), relacionando os dois textos indicados acima. A resenha crítica não é apenas um resumo, é um resumo analítico. Além de apontar os principais pontos apresentados por Ricardo Antunes nos artigos lidos, o aluno deverá apresentar uma análise própria sobre os artigos.


3ª série do ensino médio

O primeiro tema a ser trabalhado no 3º bimestre, segundo a proposta curricular do Estado de São Paulo, é o “Estado Moderno”.

Sendo assim, para que já comece a se inteirar sobre o tema, o aluno deverá elaborar, individualmente, conforme as normas da ABNT, uma dissertação com, pelo menos, 5 páginas de desenvolvimento (sem considerar capa, introdução e conclusão), sobre o surgimento e desenvolvimento do Estado Moderno no ocidente. O aluno também deverá, após a produção das 5 páginas, apresentar uma reflexão sobre os impactos da globalização na configuração dos estados nacionais e na democracia (não há mínimo de páginas para a produção desta reflexão). Para inspirá-lo a respeito desta reflexão final, o aluno poderá recorrer ao artigo abaixo:

“Globalização, reforma do Estado e teoria democrática contemporânea”, da cientista política Eli Diniz, professora-titular da UFRJ.


segunda-feira, 15 de junho de 2015

Alunos do 3ºA e do 3ºB do Narbal (diurno): avanços e retrocessos da cidadania no Brasil


Conforme prometido, segue, no link abaixo, conteúdo que sintetiza os avanços e retrocessos da cidadania no Brasil, de 1945 até hoje, um dos assuntos que vocês deverão estudar para o provão do dia 19.

https://www.dropbox.com/s/6j59aocfl5fg6d8/Avan%C3%A7os%20e%20retrocessos%20da%20cidadania%20no%20Brasil.pdf?dl=0

domingo, 14 de junho de 2015

3ºA e 3ºB do Narbal (diurno): o que estudar para o provão do dia 19/6

Conforme prometido em sala de aula, apresento a seguir os tópicos que vocês devem estudar para o provão do dia 19 de junho. Além das anotações realizadas no caderno, lembrem-se que tudo que foi explicado oralmente e discutido em sala de aula faz parte do que poderá ser cobrado na prova. Seguem os tópicos:

- Desenvolvimento da cidadania no Brasil a partir de 1945 (nas próximas horas, disponibilizarei um conteúdo específico sobre isso aqui no blog).

- Retrocessos da cidadania no período da ditadura militar (os atos institucionais) e avanços obtidos pós-redemocratização, especialmente depois da promulgação da Constituição de 1988 (estes pontos também farão parte do conteúdo que disponibilizarei nas próximas horas aqui no blog).

- Documentário "Cidadão Boilesen", assistido e debatido na sala de informática e em classe.

- Formas de participação popular na política.

- Necessidade ou não de partidos políticos para estabelecer a mediação entre os cidadãos e os órgãos governamentais.

- Documentário "Junho, o mês que abalou o Brasil", assistido na sala de informática.

- O protesto como forma de expressão originária do descompasso entre o desejo do cidadão e a ação dos governantes.

No provão, haverá uma questão sobre o documentário "Cidadão Boilesen", uma sobre o documentário "Junho", duas questões de interpretação de texto, com enunciados longos, sendo a primeira relacionada à participação do cidadão na política e a segunda relacionada a dados de pesquisas de opinião pública sobre o tema democracia. Por fim, teremos uma questão sobre cidadania no Brasil e outra, a exemplo da interpretativa, também enfocando "as outras formas de participação política do cidadão, além do voto".

É isso. Bons estudos e boa sorte.

sábado, 13 de junho de 2015

Fuvest 2016: começa na segunda, 15 de junho, período para solicitação de isenção da taxa de inscrição

Começa nesta segunda-feira, 15 de junho, e termina em 10 de agosto o período para solicitação de isenção da taxa de inscrição para a Fuvest 2016, vestibular cuja primeira fase ocorrerá em novembro deste ano.


Estudantes da rede pública podem pleitear a isenção total ou parcial da taxa. Para pedir a isenção total, o estudante da rede pública deve fazer parte de uma família com renda máxima correspondente a R$ 1.182,00 por indivíduo pertencente ao domicílio. Para obter 50% de redução na taxa, a renda não pode ultrapassar R$ 2.206,00 por indivíduo.

O interessado deverá, inicialmente, acessar o site www.fuvest.br e cadastrar-se em "Usuários", utilizando seu número de Cadastro de Pessoas Físicas (CPF). No período de 15 de junho 10 de agosto, deverá efetuar log on em "Usuários" e preencher o formulário SAS/USP destinado ao pedido para isenção total ou redução de taxa de inscrição, fornecendo os dados solicitados.

A aceitação ao pedido de isenção ou redução de taxa para a Fuvest não significa inscrição automática no vestibular. Você deverá inscrever-se para a Fuvest 2016 de 21 de agosto a 9 de setembro, assim como todos os demais candidatos.

Para informações adicionais, acesse o link http://www.fuvest.br/vest2016/informes/ii032016.html e leia atentamente a todas as instruções. Não perca esta oportunidade, porque a taxa de inscrição da Fuvest foi de R$ 145,00 no ano passado. Boa sorte!

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Análise do tema “estabelecidos e outsiders” para as turmas 2ºA e 2ºB do Narbal

O tema “estabelecidos e outsiders” iniciou o segundo bimestre de 2015 e fechou a discussão que vínhamos fazendo desde o bimestre anterior sobre imigração, migração e a noção de estrangeiro sob o olhar da Sociologia. Outsider, em uma livre tradução, significa “aquele que é ou vem de fora”, enfim, aquele que originalmente não faz parte de um determinado meio e é estigmatizado por isso.

Foi o sociólogo Norbert Elias (1897-1990) o formulador da relação “estabelecidos e outsiders”, que vem sendo utilizada pela Sociologia desde então para analisar várias situações em que um grupo humano estigmatiza e discrimina outro.

Nascido em Breslau, na época pertencente à Alemanha (hoje, a cidade faz parte da Polônia), Elias escreveu um livro clássico na Sociologia, em parceria com John Scotson, chamado “Os estabelecidos e os outsiders” (1965), fruto de uma pesquisa realizada por ambos para investigar as tensões existentes em uma pequena cidade inglesa (no livro, batizada com o nome fictício de Winston Parva).

Inicialmente, Elias e Scotson pretendiam estudar as diferenças nos níveis de delinquência registrados em dois bairros, o mais tradicional e o mais novo de Winston Parva. No decorrer da pesquisa, mudaram o foco de análise. Isso aconteceu porque, embora as diferenças nos níveis de delinquência praticamente não existissem, quando comparados os dois bairros, o bairro mais tradicional continuava classificando o mais novo como local violento. O estudo permitiu, portanto, identificar um tema universal: como um grupo estabelecido estigmatiza um outro grupo, tratando-o como outsider.

Os estabelecidos consideram-se humanamente superiores aos outsiders (em toda relação de preconceito está implícita a ideia de superioridade). Os estabelecidos recusam-se a ter qualquer outro tipo de contato com os outsiders que não seja profissional. Razões que podem fazer com que o primeiro grupo hostilize o segundo: diferenças socioeconômicas, de classe, de religião, étnicas, raciais, de estilos de vida, costumes, etc. Notem que o preconceito, no caso, não é individual, é coletivo, é como se os outsiders fossem portadores de uma desonra grupal.

Resumo da pesquisa conduzida por Elias e Scotson
A cidade inglesa de Winston Parva era composta por três zonas, chamadas no estudo de zonas 1, 2 e 3. Na zona 1, quase a totalidade das famílias era de classe média (em suas bordas, havia algumas poucas residências proletárias), o nível de escolarização era mais alto e as casas eram mais amplas e tinham um padrão nitidamente superior às existentes nas zonas 2 e 3. Além disso, havia empresários residindo no local, bem como profissionais tecnicamente mais qualificados, como engenheiros. As famílias tinham poucos filhos e mantinham uma certa atitude de distanciamento em relação à vizinhança, característica marcante de pessoas que passaram pelo aburguesamento dos modos: as pessoas frequentavam pouco as casas umas das outras e nunca sem antes avisar, tinham reduzida atuação social, eram contidas, discretas, silenciosas, circunspectas. Como algumas dessas famílias eram originárias da zona 2 e mudaram-se para a zona 1 quando ascenderam socialmente, passaram a ser admiradas pelos moradores da zona 2. Por fim, a criminalidade era baixa e os jovens não tinham problemas com a Justiça.

As zonas 2 e 3 apresentavam muitos aspectos semelhantes. Eram bairros proletários, formados basicamente por mão-de-obra operária, as famílias tinham mais filhos e o nível educacional era significativamente mais baixo que na zona 1 (os bairros das zonas 2 e 3 abrigavam desde operários mais qualificados até trabalhadores braçais). Não havia diferenças étnicas, religiosas, econômicas e educacionais marcantes entre os moradores das zonas 2 e 3. Porém, como os moradores da zona 2 chegaram à Winston Parva no início da constituição da localidade, criaram fortes laços sociais e uma impressionante coesão interna. Apresentavam um nível intenso de interação, que se aprofundava à medida que muitos dos casamentos aconteciam entre integrantes das famílias do bairro, fazendo com que a zona 2 ganhasse a conformação de uma “grande e única família”. Essa coesão criava princípios rígidos de conduta, cuja obediência proporcionava status a quem andava na linha e a desobediência condenava o “desviante” ao ostracismo e a todo tipo de recriminações públicas ou veladas, por meio das fofocas. Esses fortes laços resultavam em um ambiente de grande vigilância de uns sobre os outros, mas também era eficaz na resolução de problemas dos seus membros. As famílias pioneiras, as que chegaram no início da conformação do bairro, tinham ainda uma forte ascendência moral sobre todos.

Embora Elias tenha mencionado que aos olhos de um forasteiro as zonas 2 e 3 fossem bairros bastante semelhantes, tanto na configuração das ruas e de suas casas simples, como nas características étnicas, religiosas, educacionais e econômicas, os habitantes da zona 2 eram orgulhosos do bairro em que viviam e repetidamente manifestavam a sua percepção de grande superioridade em relação aos moradores da zona 3. Na zona 2, ainda havia algumas poucas residências de classe média, o que aumentava a sensação de orgulho dos moradores por seu bairro.

Se dos pontos de vista urbanístico, arquitetônico, econômico, étnico, educacional e religioso a zona 3 era muito parecida com a zona 2, o fato de a primeira reunir moradores que chegaram aos poucos, especialmente durante a Segunda Guerra e após os bombardeios realizados pelos alemães em Londres, fez com que seus moradores levassem uma vida autônoma marcada pela reserva, sem muitas relações sociais e sem os fortes vínculos que caracterizavam a zona 2 e determinavam as condutas de seus habitantes. Considerados, por seu estilo de vida, como uma ralé pelos moradores da zona 2, alguns habitantes da zona 3 demonstravam ressentimento – especialmente os jovens, que muitas vezes provocavam arruaças e tinham problemas com a lei – e outros acabavam por reconhecer como legítimas as discriminações que sofriam. A zona 3 ainda tinha uma minoria de casas bastante pobres, habitadas por pessoas mais rudes e barulhentas, que frequentemente se envolviam em problemas com a polícia. Injustamente, o comportamento de uma minoria era tomado como se fosse da maioria. Muitos dos moradores da zona 3 ouvidos por Elias e Scotson manifestaram o interesse de deixar o bairro, um comportamento diametralmente oposto ao registrado na zona 2, cujos moradores só imaginavam deixar o bairro se fosse para se mudar para a zona 1.

Basicamente, portanto, a diferença entre as zonas 2 e 3, segundo Elias, era a forte coesão social e os intensos vínculos de uma vida conjunta presentes na zona 2, bairro que também concentrava grande parte das igrejas, clubes, associações e pubs de Winston Parva, equipamentos que colaboravam para o fortalecimento desses vínculos. A coesão dava mais poder aos moradores da zona 2, que, sentindo-se ameaçados pelos outsiders, rechaçavam este grupo. O embate trata-se, assim, de uma luta por poder. A pesquisa também evidencia que grupos organizados podem alcançar mais facilmente o poder. A coesão é alcançada quando ocorre a total aceitação das regras do grupo por seus integrantes.

O choque de estilos de vida proporcionava a forte discriminação dos moradores das zonas 1 (de forma mais branda) e 2 (muito intensa) em relação aos moradores da zona 3, que eram vistos como rudes, sujos, barulhentos, promíscuos, beberrões, desonestos e arruaceiros pelos demais moradores de Winston Parva.

Que tipo de luta se desenvolve entre grupos estabelecidos e grupos outsiders?
Tomando por referência o embate descrito por Norbert Elias no livro “Os estabelecidos e os outsiders”, trata-se, na ótica dos atores participantes, da luta dos limpos, bons, justos, ordeiros, trabalhadores, enfim, “superiores” contra os sujos, promíscuos, beberrões, vagabundos, arruaceiros, favelados, “inferiores”.

Na verdade, se formos tomar Winston Parva como referência, é uma luta muito mais dos estabelecidos contra os outsiders do que vice-versa. Até porque só os estabelecidos têm coesão interna, vida comunitária intensa e fortes relações sociais para atuar como grupo. Os outsiders seriam caracterizados pela baixa integração. Por isso mesmo, sofrem toda a sorte de ataques e não conseguem revidar.

É uma luta de estilos de vida, de comportamentos sociais, para que desse embate seja feita uma hierarquização da sociedade, com diferenciação de status, assim como Norbert Elias já havia mostrado na obra “O processo civilizador”. Isso fica claro porque no livro “Os estabelecidos e os outsiders” os bairros de onde surgem e para onde se direcionam os ataques são habitados por famílias de operários, marcadas por grande uniformidade econômica, educacional, religiosa e étnica. O que os diferenciam são a intensa vida comunitária, o grau de coesão interna construído ao longo de várias gerações na zona 2 e os fortes vínculos sociais e familiares, elementos que criam rígidas normas de conduta privadas e coletivas e punições implacáveis a quem se desgarra das normas.

Por considerar o seu estilo de vida muito superior ao dos outsiders, os estabelecidos colocam-se em posição de superioridade, assim como o bairro em que vivem. Recém-chegados, sem vínculos sociais e acuados, resta aos outsiders o ressentimento (ou a resignação).

Os embates ocorridos na pequena cidade inglesa de Winston Parva servem, para Norbert Elias, como microcosmo para a compreensão do funcionamento da sociedade de forma geral.

Comportamentos típicos de grupos estabelecidos e grupos outsiders
De acordo com Norbert Elias, os estabelecidos seriam caracterizados por uma forte coesão social, estruturada em vínculos bastante rígidos que criariam um sistema geral de fiscalização de condutas. Esse sistema premiaria as atitudes consideradas positivas por esse grupamento de pessoas e puniria os desviantes com a perda de status na comunidade, o ostracismo e o ataque à reputação por meio de fofocas e difamações veladas. Os vínculos, no caso da zona 2, foram estabelecidos pela antiguidade da comunidade – chegaram ao bairro quando ele começara a se formar –, pela composição familiar (casamentos entre integrantes das famílias do bairro fizeram com que surgisse, na verdade, uma grande família) e pela intensa vida social e comunitária em igrejas, associações, clubes e pubs.

Já os outsiders seriam caracterizados por uma vida sem vínculos sociais com a comunidade e por um estilo de vida basicamente marcado pela baixa coesão. Se na zona 1 de Winston Parva a atitude de reserva era vista como sinal de distinção, educação diferenciada, discrição e aburguesamento dos modos, no “beco dos ratos” (zona 3) a mesma atitude de reserva era vista como fragilidade de caráter, sinal de desonestidade, decadência moral e toda sorte de comportamentos desprezíveis. Ou seja, a incompatibilidade de estilos de vida é que faz um grupo ganhar o status de estabelecidos ou o estigma de outsiders.

Elias parte da análise das relações entre os moradores das três zonas de Winston Parva não apenas para identificar os estabelecidos e os outsiders na cidade industrial inglesa, mas também para compreender as características que tornam determinados grupos como estabelecidos e outsiders em sociedades dos mais variados tipos. Winston Parva funciona como um pequeno laboratório para tirar conclusões mais abrangentes sobre o funcionamento da sociedade de forma geral.