Acesse o link abaixo e veja o que estudar de Sociologia e Filosofia para o Provão Narbal de 9/4/18.
Bom estudo!
https://www.dropbox.com/s/99giyn6xvdwpz5a/O%20que%20estudar%20para%20o%20prov%C3%A3o%20do%201o%20bimestre.pdf?dl=0
O objetivo deste blog, criado em agosto de 2014 pelo professor Ricardo Lugó, é compartilhar conteúdos de Sociologia trabalhados ao longo dos três anos do ensino médio da educação básica, assim como informações sobre vestibulares, especialmente Fuvest e Enem/Sisu.
sábado, 31 de março de 2018
A relação indivíduo-sociedade, para os alunos das turmas 1ºA e 1ºB (período diurno) e 1ºTA (período noturno)
Antes de ingressarmos em nosso próximo tema ("processos de socialização"), disponibilizo a vocês um breve conteúdo sobre a relação indivíduo-sociedade, relação sobre a qual começaremos a refletir nas próximas aulas.
Bom estudo!
https://www.dropbox.com/s/0g223vfeo1dsrc3/A%20rela%C3%A7%C3%A3o%20indiv%C3%ADduo-sociedade.pdf?dl=0
Bom estudo!
https://www.dropbox.com/s/0g223vfeo1dsrc3/A%20rela%C3%A7%C3%A3o%20indiv%C3%ADduo-sociedade.pdf?dl=0
Avanços e retrocessos da cidadania no Brasil: para os alunos das turmas 3ºA e 3ºB (período diurno) e 3ºTA e 3ºTB (período noturno)
No link abaixo, você encontrará informações sobre os avanços e retrocessos da cidadania no Brasil, da independência até os dias atuais.
Boa leitura e bom estudo!
https://www.dropbox.com/s/8tvoid8kg2h4mpq/Avan%C3%A7os%20e%20retrocessos%20da%20cidadania%20no%20Brasil.pdf?dl=0
Boa leitura e bom estudo!
https://www.dropbox.com/s/8tvoid8kg2h4mpq/Avan%C3%A7os%20e%20retrocessos%20da%20cidadania%20no%20Brasil.pdf?dl=0
terça-feira, 27 de março de 2018
Conteúdos sobre diversidade cultural, imigração, migração e o "estrangeiro" (segundo Georg Simmel), para as turmas 2ºA e 2ºB (período diurno)
Clicando no link a seguir, vocês poderão acessar conteúdo que temos discutido em sala de aula nas últimas aulas: diversidade cultural, imigração, migração e a noção de "estrangeiro", segundo Georg Simmel.
https://www.dropbox.com/s/xvoujjeyt09u3uh/Diversidade%20cultural%20e%20imigra%C3%A7%C3%A3o.pdf?dl=0
Mas os conteúdos não param por aí. No link a seguir, temos a letra da canção "Paratodos", de Chico Buarque, lida e discutida em sala de aula.
https://www.dropbox.com/s/s1s0uvzra6uqpnm/Letra%20de%20Paratodos.doc?dl=0
Clicando no link abaixo, você poderá assistir ao documentário "No desistas", que fala dos imigrantes bolivianos que se estabeleceram em São Paulo.
https://www.youtube.com/watch?v=8wqGIz7DZfI
Já por meio do próximo link, você poderá assistir ao documentário "SP Creole", que fala sobre a chegada dos refugiados haitianos ao Brasil e, particularmente, a São Paulo.
https://www.youtube.com/watch?v=DEdea7zMeq8
No link a seguir, o documentário "Identidades em trânsito" retrata as experiências de estudantes de Cabo Verde e Guiné-Bissau, ex-colônias portuguesas, em universidades brasileiras.
http://portacurtas.org.br/filme/?name=identidades_em_transito
Sobre o genocídio armênio, cometido pelo império turco otomano, em 1915, e a presença da colônia armênia na zona norte da capital paulista, você confere no link a seguir o documentário "Sangue armênio":
https://www.youtube.com/watch?v=3etd_LW5X1M
Por fim, o esquete "Imigração", do grupo "Porta dos Fundos".
https://www.youtube.com/watch?v=EweYE0HJSH8
Bom estudo!
https://www.dropbox.com/s/xvoujjeyt09u3uh/Diversidade%20cultural%20e%20imigra%C3%A7%C3%A3o.pdf?dl=0
Mas os conteúdos não param por aí. No link a seguir, temos a letra da canção "Paratodos", de Chico Buarque, lida e discutida em sala de aula.
https://www.dropbox.com/s/s1s0uvzra6uqpnm/Letra%20de%20Paratodos.doc?dl=0
Clicando no link abaixo, você poderá assistir ao documentário "No desistas", que fala dos imigrantes bolivianos que se estabeleceram em São Paulo.
https://www.youtube.com/watch?v=8wqGIz7DZfI
Já por meio do próximo link, você poderá assistir ao documentário "SP Creole", que fala sobre a chegada dos refugiados haitianos ao Brasil e, particularmente, a São Paulo.
https://www.youtube.com/watch?v=DEdea7zMeq8
No link a seguir, o documentário "Identidades em trânsito" retrata as experiências de estudantes de Cabo Verde e Guiné-Bissau, ex-colônias portuguesas, em universidades brasileiras.
http://portacurtas.org.br/filme/?name=identidades_em_transito
Sobre o genocídio armênio, cometido pelo império turco otomano, em 1915, e a presença da colônia armênia na zona norte da capital paulista, você confere no link a seguir o documentário "Sangue armênio":
https://www.youtube.com/watch?v=3etd_LW5X1M
Por fim, o esquete "Imigração", do grupo "Porta dos Fundos".
https://www.youtube.com/watch?v=EweYE0HJSH8
Bom estudo!
segunda-feira, 26 de março de 2018
Primavera de Praga, Maio de 68, Segunda Onda do Movimento Feminista: a intensificação das lutas por liberdade e igualdade de direitos na década de 1960 (para alunos do 3ºA, 3ºB, 3ºTA e 3ºTB)
A década de 1960 foi marcada por intensas mobilizações populares que reivindicavam mais liberdade e, sobretudo, igualdade de direitos e oportunidades para os cidadãos. Em nossas aulas, abordamos detidamente a mobilização da população negra por pleno acesso aos direitos civis, políticos, sociais e humanos, nos Estados Unidos.
Neste post, disponibilizo a vocês links com informações sobre outros três eventos marcantes também ocorridos na década de 1960: a Primavera de Praga, o Maio de 68 e a Segunda Onda do Movimento Feminista.
Ironicamente, enquanto em vários lugares do mundo aprofundavam-se as conquistas por mais liberdade, no Brasil iniciávamos um dos períodos mais obscuros de nossa história, a ditadura militar (1964-1985), que aniquilou com nossos direitos civis, políticos e, de quebra, cometeu graves violações de direitos humanos (prisões arbitrárias, torturas e assassinatos) contra milhares de pessoas que ousaram criticar e se opor ao regime.
Nas turmas do período noturno, estes conteúdos já foram abordados. Nas turmas do diurno, falaremos sobre eles nas aulas de quarta-feira 28/3.
Primavera de Praga
http://educacao.uol.com.br/disciplinas/historia/primavera-de-praga-movimento-pretendia-democratizar-a-antiga-tchecoslovaquia.htm
Maio de 68
http://mundoestranho.abril.com.br/materia/o-que-foi-o-movimento-de-maio-de-68-na-franca
Segunda onda do movimento feminista
http://www.infoescola.com/historia/segunda-onda-feminista/
Neste post, disponibilizo a vocês links com informações sobre outros três eventos marcantes também ocorridos na década de 1960: a Primavera de Praga, o Maio de 68 e a Segunda Onda do Movimento Feminista.
Ironicamente, enquanto em vários lugares do mundo aprofundavam-se as conquistas por mais liberdade, no Brasil iniciávamos um dos períodos mais obscuros de nossa história, a ditadura militar (1964-1985), que aniquilou com nossos direitos civis, políticos e, de quebra, cometeu graves violações de direitos humanos (prisões arbitrárias, torturas e assassinatos) contra milhares de pessoas que ousaram criticar e se opor ao regime.
Nas turmas do período noturno, estes conteúdos já foram abordados. Nas turmas do diurno, falaremos sobre eles nas aulas de quarta-feira 28/3.
Primavera de Praga
http://educacao.uol.com.br/disciplinas/historia/primavera-de-praga-movimento-pretendia-democratizar-a-antiga-tchecoslovaquia.htm
Maio de 68
http://mundoestranho.abril.com.br/materia/o-que-foi-o-movimento-de-maio-de-68-na-franca
Segunda onda do movimento feminista
http://www.infoescola.com/historia/segunda-onda-feminista/
quinta-feira, 22 de março de 2018
Saiu o edital para o Enem 2018! Muita atenção para as datas
Divulgado ontem pelo Inep, órgão subordinado ao Ministério da Educação, o edital do Enem 2018. Muita atenção para as datas:
Leia as informações completas sobre o Enem 2018 no link abaixo.
https://enem.inep.gov.br/#/antes?_k=i89h82
- Período para pedido de isenção da taxa de inscrição: de 2 a 11 de abril (deverá ser feito no próprio sistema de isenção criado para este fim). O resultado do pedido da isenção será publicado em 23 de abril. Quem não pedir isenção terá de pagar taxa de R$ 82,00 para realizar a inscrição. Lembrando que estudantes da rede pública têm direito a pedir isenção da taxa de inscrição.
- Inscrição: de 7 a 18 de maio.
- Outubro de 2018: divulgação dos locais de prova (data ainda não definida).
- Provas: 4 e 11 de novembro.
- Divulgação dos gabaritos e dos cadernos de questões: 14 de novembro.
Leia as informações completas sobre o Enem 2018 no link abaixo.
https://enem.inep.gov.br/#/antes?_k=i89h82
sábado, 17 de março de 2018
Classe social e desigualdade social: conteúdos para as turmas 2ºA e 2ºB, do diurno, e 2ºTA, do noturno
Começamos o ano, nas turmas de segunda série do ensino médio, tanto do dia como da noite, estudando classes sociais e desigualdade social no Brasil.
Nos links abaixo, disponibilizo a vocês as definições de classe e estratificação social para Karl Marx, Max Weber e Pierre Bourdieu, além dos materiais que usamos em sala de aula para observação, leitura e reflexões: a foto aérea da favela de Paraisópolis dividindo muro com um edifício de alto padrão socioeconômico no bairro do Morumbi, na zona sul da capital paulista; reportagens sobre concentração e desigualdade de renda no Brasil; tabelas com indicadores de renda, analfabetismo e acesso ao saneamento básico no país.
Boa leitura, bom estudo!
https://www.dropbox.com/s/lp79tz5n8skye83/Teorias%20de%20classe%20e%20estratifica%C3%A7%C3%A3o.pdf?dl=0
https://www.dropbox.com/s/p8xehj86eyvzdkl/Foto%20de%20Parais%C3%B3polis%20e%20pr%C3%A9dio%20elegante%20no%20Morumbi.jpg?dl=0
https://www.dropbox.com/s/81mh2oagtl3664j/Reportagem%20Folha%20sobre%20desigualdade.doc?dl=0
https://www.dropbox.com/s/vo1lr1fqp5tp4dm/Mat%C3%A9ria%20com%20dados%20Pnad.doc?dl=0
https://www.dropbox.com/s/9mln6ayn2h81mvz/Tabelas%20sobre%20desigualdade%20socioecon%C3%B4mica%20no%20Brasil.pdf?dl=0
Nos links abaixo, disponibilizo a vocês as definições de classe e estratificação social para Karl Marx, Max Weber e Pierre Bourdieu, além dos materiais que usamos em sala de aula para observação, leitura e reflexões: a foto aérea da favela de Paraisópolis dividindo muro com um edifício de alto padrão socioeconômico no bairro do Morumbi, na zona sul da capital paulista; reportagens sobre concentração e desigualdade de renda no Brasil; tabelas com indicadores de renda, analfabetismo e acesso ao saneamento básico no país.
Boa leitura, bom estudo!
https://www.dropbox.com/s/lp79tz5n8skye83/Teorias%20de%20classe%20e%20estratifica%C3%A7%C3%A3o.pdf?dl=0
https://www.dropbox.com/s/p8xehj86eyvzdkl/Foto%20de%20Parais%C3%B3polis%20e%20pr%C3%A9dio%20elegante%20no%20Morumbi.jpg?dl=0
https://www.dropbox.com/s/81mh2oagtl3664j/Reportagem%20Folha%20sobre%20desigualdade.doc?dl=0
https://www.dropbox.com/s/9mln6ayn2h81mvz/Tabelas%20sobre%20desigualdade%20socioecon%C3%B4mica%20no%20Brasil.pdf?dl=0
Martin Luther King, Malcolm X e os "Panteras Negras": três formas de luta pela extensão de direitos aos negros nos EUA (para os alunos das turmas 3ºA e 3ºB, do diurno, e 3ºTA e 3ºTB, do noturno)
O link abaixo, da revista Mundo Estranho, da Editora Abril, sintetiza as três formas de luta que se tornaram hegemônicas na década de 1960, nos EUA, com o objetivo de estender plena cidadania à população negra.
O pastor Martin Luther King defendia mobilizações pacíficas e boicotes, por exemplo, como formas mais adequadas para a busca da igualdade entre brancos e negros.
O líder muçulmano Malcolm X admitia ações violentas como formas de defesa da população negra. No entanto, não operava sob a lógica da igualdade. Defendia a supremacia negra e o separatismo.
Por fim, os "Panteras Negras" desejavam a luta armada como forma de proteger os negros da violência policial. Reivindicavam, também, o pagamento de indenizações a famílias negras, por causa da escravidão, e a libertação imediata de todos os negros que se encontravam cumprindo penas no sistema prisional norte-americano.
Cinquenta anos depois, o legado pacifista e politicamente mais sofisticado de Martin Luther King parece ser o mais duradouro. Os "Panteras Negras" foram diligentemente perseguidos pelo FBI e a Justiça dos EUA, definharam e extinguiram-se no início da década de 1980. E fala-se menos de Malcolm X, quase sempre apontado como um líder radical, pouco aberto ao diálogo -- além disso, ele era muçulmano e, embora o islamismo tenha grande número de adeptos entre os negros norte-americanos, desde o final da década de 1970, após a Revolução Islâmica ocorrida no Irã, os EUA vêm tendo sucessivos embates diplomáticos, políticos e militares no Oriente Médio, o que acentuou enormemente o preconceito contra seguidores dessa religião.
Para se ter uma ideia, segundo dados do Conselho Muçulmano Americano, há 5 milhões de muçulmanos nos EUA, sendo 42% negros norte-americanos e 1,6% brancos norte-americanos. Os demais seguidos do Islã no país são imigrantes vindos de países árabes e seus descendentes.
Para se ter uma ideia, segundo dados do Conselho Muçulmano Americano, há 5 milhões de muçulmanos nos EUA, sendo 42% negros norte-americanos e 1,6% brancos norte-americanos. Os demais seguidos do Islã no país são imigrantes vindos de países árabes e seus descendentes.
Segue o link para leitura:
Fragmentos do discurso de Martin Luther King, para os alunos do 3ºA e 3ºB (período diurno) e 3ºTA e 3ºTB (período noturno)
Estamos estudando, desde o início do segundo semestre, os direitos civis, políticos, sociais e humanos, que estruturam a cidadania moderna.
Em 28 de agosto de 1963, o pastor batista Martin Luther King (1929-1968), líder do movimento que reivindicava a extensão dos direitos civis aos negros norte-americanos, reuniu 250 mil pessoas em uma marcha realizada em Washington. Proferido por Luther King bem em frente ao Lincoln Memorial, monumento que homenageia o ex-presidente norte-americano Abraham Lincoln (cuja gestão acabou com a escravidão nos EUA), o discurso popularmente conhecido como "Eu tenho um sonho" até hoje é lembrado por ser uma das peças mais contundentes em defesa da igualdade e contra a discriminação racial.
Vencedor do Prêmio Nobel da Paz, em 1964, Martin Luther King foi assassinado no dia 4 de abril de 1968, por um segregacionista branco (indivíduo favorável à continuidade da segregação dos negros na sociedade norte-americana), na cidade de Memphis, antes de mais uma marcha que conduziria em defesa dos direitos civis e contra a discriminação racial.
A seguir, os fragmentos de seu discurso antológico, já lidos e discutidos em sala de aula:
“[...] Há cem anos, um grande americano, sob cuja simbólica sombra nos encontramos, assinou a Proclamação da Emancipação. Esse decreto fundamental foi como um grande raio de luz de esperança para milhões de escravos negros que tinham sido marcados a ferro nas chamas de uma vergonhosa injustiça. Veio como uma aurora feliz para pôr fim à longa noite de cativeiro. Mas, cem anos mais tarde, devemos encarar a trágica realidade de que o negro ainda não é livre. Cem anos mais tarde, a vida do negro está ainda infelizmente dilacerada pelas algemas da segregação e pelas correntes da discriminação. Cem anos mais tarde, o negro ainda vive numa ilha isolada de pobreza no meio de um vasto oceano de prosperidade material. Cem anos mais tarde, o negro ainda definha nas margens da sociedade americana estando exilado em sua própria terra. Por isso, encontramo-nos aqui hoje para dramatizar essa terrível condição.
De certo modo, viemos à capital do nosso país para descontar um cheque. Quando os arquitetos da nossa república escreveram as magníficas palavras da Constituição e a Declaração da Independência, eles estavam a assinar uma nota promissória da qual todo americano seria herdeiro. Essa nota foi uma promessa de que todos os homens teriam garantia aos direitos inalienáveis de “vida, liberdade e à procura de felicidade”.
É óbvio que a América de hoje ainda não pagou essa nota promissória no que concerne aos seus cidadãos de cor. Em vez de honrar esse compromisso sagrado, a América entregou ao povo negro um cheque inválido devolvido com a seguinte inscrição: “Saldo insuficiente”.
Porém recusamo-nos a acreditar que o banco da justiça abriu falência. Recusamo-nos a acreditar que não haja dinheiro suficiente nos grandes cofres de oportunidade desse país. Então viemos para descontar esse cheque, um cheque que nos dará à vista as riquezas da liberdade e a segurança da justiça.
[...] Agora é tempo de tornar reais as promessas da democracia. Agora é hora de sair do vale escuro e desolado da segregação para o caminho iluminado da justiça racial. Agora é hora de retirar a nossa nação das areias movediças da injustiça racial para a sólida rocha da fraternidade. Agora é hora de transformar a justiça em realidade para todos os filhos de Deus.
Seria fatal para a nação não levar a sério a urgência desse momento. Esse verão sufocante da insatisfação legítima do negro não passará até que chegue o revigorante outono da liberdade e igualdade. Mil novecentos e sessenta e três não é um fim, mas um começo. E aqueles que creem que o negro só precisava desabafar e que agora ficará sossegado, acordarão sobressaltados se o país voltar ao ritmo normal.
Não haverá nem descanso nem tranquilidade na América até o negro adquirir seus direitos como cidadão. Os turbilhões da revolta continuarão a sacudir os alicerces do nosso país até que o resplandecente dia da justiça desponte [...].
[...] Há quem pergunte aos defensores dos direitos civis: “Quando é que ficarão satisfeitos?” Não estaremos satisfeitos enquanto o negro for vítima dos indescritíveis horrores da brutalidade policial. Jamais poderemos estar satisfeitos enquanto os nossos corpos, cansados com as fadigas da viagem, não conseguirem ter acesso aos hotéis de beira de estrada e das cidades. Não poderemos estar satisfeitos enquanto a mobilidade básica do negro for passar de um gueto pequeno para um maior. Não podemos estar satisfeitos enquanto nossas crianças forem destituídas de sua individualidade e privadas de sua dignidade por placas onde se lê “somente para brancos”. Não poderemos estar satisfeitos enquanto um negro no Mississippi não puder votar e um negro em Nova Iorque achar que não há nada pelo qual valha a pena votar. Não, não, não estamos satisfeitos e só estaremos satisfeitos quando “a justiça correr como a água e a retidão como uma poderosa corrente” [...].
Digo-lhes hoje, meus amigos, que, apesar das dificuldades e frustrações do momento, eu ainda tenho um sonho. É um sonho profundamente enraizado no sonho americano.
Eu tenho um sonho que um dia essa nação levantar-se-á e viverá o verdadeiro significado da sua crença: “Consideramos essas verdades como auto-evidentes que todos os homens são criados iguais.”
Eu tenho um sonho que um dia, nas montanhas rubras da Geórgia, os filhos dos descendentes de escravos e os filhos dos descendentes de donos de escravos poderão sentar-se juntos à mesa da fraternidade.
Eu tenho um sonho que um dia mesmo o estado do Mississippi, um estado desértico sufocado pelo calor da injustiça, e sufocado pelo calor da opressão, será transformado num oásis de liberdade e justiça.
Eu tenho um sonho que meus quatro pequenos filhos um dia viverão em uma nação onde não serão julgados pela cor da pele, mas pelo conteúdo do seu caráter. Eu tenho um sonho hoje.
Eu tenho um sonho que um dia o estado do Alabama, com seus racistas cruéis, cujo governador cospe palavras de “interposição” e “anulação”, um dia bem lá no Alabama meninos negros e meninas negras possam dar-se as mãos com meninos brancos e meninas brancas, como irmãs e irmãos. Eu tenho um sonho hoje [...].
E quando isso acontecer, quando permitirmos que a liberdade ressoe, quando a deixarmos ressoar de cada vila e cada lugar, de cada estado e cada cidade, seremos capazes de fazer chegar mais rápido o dia em que todos os filhos de Deus, negros e brancos, judeus e gentios (não-judeus), protestantes e católicos, poderão dar-se as mãos e cantar as palavras da antiga canção espiritual negra: “Finalmente livres! Finalmente livres! Graças a Deus Todo Poderoso, somos livres, finalmente.”
quinta-feira, 15 de março de 2018
Atenção alunos da turma 2ºTA (noturno): orientações para a atividade a ser entregue em 5/4/18
Ao final desta postagem, você encontrará um link disponível no Canal You Tube, por meio do qual poderá assistir ao documentário "Pro dia nascer feliz" (João Jardim, Globo Filmes/Tambellini Filmes/Fogo Azul, Brasil, 2007). Para produzir a atividade pedagógica cujas instruções encontram-se a seguir nesta postagem, o primeiro passo será assistir ao filme. Esta atividade se insere nas discussões sobre desigualdades sociais que temos realizado em sala de aula neste bimestre e trata, especificamente, das desigualdades de acesso à educação.
No dia 5/4/18, você deverá me entregar uma redação, que contemple os seguintes pontos:
- Imagine uma continuidade do documentário "Pro dia nascer feliz".
- Que situações observadas no filme são muito presentes ou muito distantes da realidade vivenciada por você nas escolas em que estudou ou estuda?
- Você considera ter pleno acesso às oportunidades de educação presentes em nossa sociedade?
- Qual o significado da escola e da educação para você?
Seu texto deverá ser produzido individualmente, ser manuscrito ou digitado, ter capa e contar com, no mínimo, 40 linhas.
Notas zero serão atribuídas às produções copiadas de colegas ou da internet.
Para assistir ao filme, acesse o link a seguir:
https://www.youtube.com/watch?v=nvsbb6XHu_I
No dia 5/4/18, você deverá me entregar uma redação, que contemple os seguintes pontos:
- Imagine uma continuidade do documentário "Pro dia nascer feliz".
- Você foi escolhido para falar sobre a sua trajetória escolar e sobre as escolas nas quais estudou ao longo da vida.
- Na sua análise, o que distancia e o que aproxima as escolas onde estudou das realidades das escolas públicas e da escola privada apresentadas no documentário?- Que situações observadas no filme são muito presentes ou muito distantes da realidade vivenciada por você nas escolas em que estudou ou estuda?
- Você considera ter pleno acesso às oportunidades de educação presentes em nossa sociedade?
- Qual o significado da escola e da educação para você?
Seu texto deverá ser produzido individualmente, ser manuscrito ou digitado, ter capa e contar com, no mínimo, 40 linhas.
Notas zero serão atribuídas às produções copiadas de colegas ou da internet.
Bom trabalho!
Para assistir ao filme, acesse o link a seguir:
https://www.youtube.com/watch?v=nvsbb6XHu_I
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